quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Canção Bávara


Canção Bávara

Dia 03/Jan/2010 madrugada alta, eu dormindo pesado resolvo conversar.
Ou alguma outra das inúmeras pessoas que moram em mim.
Eu, dormindo: -Quer que eu cante a canção Bávara que você me entregou a letra?
Marido: -Quê?
Eu, ainda dormindo: -Você não me entregou a letra de uma canção Bávara?
Ele anotou o que eu falei no celular, virou e dormiu.
Dias depois vem me contar mostrando a anotação.
Como pôde deixar passar a oportunidade de me ouvir cantar em alemão/austríaco sei lá?
Da próxima esta intimado a fazer um video com o celular.
Em tempo, eu não falo "Bávaro".

De volta ao pó



De volta ao pó

Não, não se trata de recaída no vício, síndrome de abstinência de substâncias alucinógenas ou coisa parecida.
Trata-se de morte e um trocadilho bobo, só.
Nada mais justo que devolver ao pó da Terra o pó que pegamos emprestado pra nascer, crescer e viver, até morrer.
Assim eu quero que seja meu bota fora. Muito quente e rápido. Só duas horas.
Portanto aproveitem bem.
Tenho três exigências. Claro, que tenho. Que morto não tem exigências?
Tá bem, muitos não têm, mas eu tenho.
A Primeira. Quero ser cremada no oitavo dia depois da minha morte confirmada.
Por quê? Não interessa. Mas, podem dizer aos outros que é porque dá mais tempo de organizar a cerimônia, avisar quem de direito, pedir confirmação, chamar DJ, o que for.
Até lá me deixem dormindo na gaveta do crematório.
A segunda. Quero que no meu caixão a ser cremado tenha uma rosa vermelha fresca inteiramente despetalada para cada ano de vida (ainda que incompleto) que eu tenha vivido. Porque vou cheirar menos a churrasco e mais a incenso.
No momento já são quase 4 dúzias, ao preço módico de uns 25 reais a dúzia sem o arranjo, na banquinha da esquina. Mais 105 reais da cremação, o aluguel de uns dias de geladeira, um caixão de pinho baratinho. Não vai sair caro.
A terceira. Depois peguem aquele potinho de cinzas e joguem no mar, mas em água limpa, por favor. Longe de esgotos, línguas negras e praias poluídas. Por respeito a mim, pois não gosto de sujeira.
Mas vou facilitar, não tem dia nem hora mágicos, nem local especial. Só não demorem a jogar ok? Vou odiar ficar guardada na estante de alguém. Ah e depois de jogar as cinzas, joguem no mesmo local o tal potinho. Seria nojento reaproveitar.
Meu alter ego gótico vai deixar tudo arranjado. Uma apresentação de vídeo com trilha sonora, discurso de despedida e o registro em cartório com o pedido de cremação.
Caso não dê tempo, e a dita cuja me levar meio distraída, espero que o registro este blog valha como documento e seja cumprido. Obrigada!




Referências:
Incineração reduz um corpo de 70 quilos a menos de 1 quilo de cinzas
1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Não se assuste - é que ela precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras
2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos
3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão - apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1 200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir.
4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro
5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó. Em uma cidade como São Paulo, uma cremação custa a partir de 105 reais, metade do preço de um enterro simples
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/cotidiano/pergunta_286922.shtml

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Para Esperança que hoje se chama Vitória



Para Esperança que hoje se chama Vitória

para meu alter ego que me salvou a vida
Sou grata a esta mulher que nunca desistiu.
Que sobreviveu a eras inteiras de desolação.
Que levantou e caiu. E levantou outra vez.
E que caiu mais tantas quantas as que se levantou.
Mas nunca deixou de se levantar.
Levantou a si mesma.
Andou pelo vale da sombra.
E acaba de deixar pra trás o da morte.
E mais uma vez correu atrás da vida.
Coberta de marcas e cicatrizes, literalmente.
Tantos foram os pontos e cortes que não se contam.
O tempo vem lambendo as feridas do corpo e da mente. Curando, ungindo com a saliva doce que apaga tudo.
Mas o coração, ah, este só agora se juntou e se regenera.
Era ele o que murchava, minguava, e hoje desabrocha, floresce, compreende, se compadece, e se enche de Graça. Bendito seja porque resistiu.
E que a dureza, a coragem, a persistência, desta mulher sejam honradas.
Que seu caráter guerreiro receba o mérito que lhe cabe.
Eu a amo profundamente apesar das dúvidas, do medo, do cansaço, e da solidão.
Porque nunca me deixou sozinha no desespero.
Ela estava lá, com suas armas e o fogo queimando perene no coração estilhaçado.
Foi ela que me pôs de pé.
E me disse que a cumplicidade com o infortúnio não é para quem quer, mas pra quem pode. Privilégio só de quem é vítima assumida.
E que, portanto, a mim só cabia juntar o que restou e seguir em frente, porque vítima não sou, nunca fui e não serei jamais. Nunca de mim mesma, que dirá de outrem.
E aquilo que eu sou não está a cargo do destino, mas do meu arbítrio.
Mulher esta que me trouxe hoje até onde cheguei, preparando aqueles que Serei, acalentando Aqueles que já fui. Todos e todas.
Vidas vividas, coisas cumpridas, carmas pagos, seres unidos.
Coro de vozes que hoje canta minha musica em harmonia perfeita.
Obrigada. Obrigada à parte de Deus em mim, que me sustentou na Fé.
Obrigada a esta moça amazona, valkíria, guerreira, que mora dentro de mim.
Quero que ela saiba que é linda, anjo do bem, e não precisa mais ter medo.
Que pode repousar desarmada, dormir o sono dos justos e acordar pra usufruir da vida.
Pode morar de novo com seu coração de fogo no meu frágil corpo humano, e que este lhe será o cálice. Sua mais bela morada, e lhe dará asas.
Que será seu santuário porque dentro ou fora dele, ela não tem predadores.
Nunca mais.
Porque o seu universo quem governa agora e sempre é Deus.

(Escrito às 10:41 PM Quarta-feira, Março 31, 2004 - neste dia estava doente com prognostico fechado)

Abraço do Espírito


Domingo, Junho 17, 2007

Abraço do Espírito



São 17:45h de Domingo.
Acabo de receber um.
UM abraço do Espírito em toda sua Glória.
Vinha sentindo meu coração em Paz há 3 dias.
Vinha sentindo Gratidão ao Pai fluindo contínuamente há 2 dias.
A Gratidão aumentou há algumas horas e ficou intensa há poucos minutos.
Aumentou tanto que precisei falar mental e emocionalmente com Ele.
Formulei palavras de Amor e Gratidão.
Em resposta recebi a certeza completamente irracional de que estou sendo cada vez mais feliz.
Tem mais Felicidade a caminho.
Chorei emocionada.
Aí senti o abraço caloroso, amoroso, incondicional Dele, o Espírito,
em toda sua magnitude de luzes mais belas que o alvorecer em tons de branco, prata, rosa e dourado!
Lindo, extasiante, maravilhoso!
Obrigada a Deus pela Bênção!
Voltarei aqui para ler isso se meu humor vacilar...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sonhos e luzes de natal


Sonhos e luzes de natal
O natal me trouxe uma semana de sonhos bons.
Uma semana de noites de reencontros em sonhos com amigos há muito perdidos, amigos queridos.
Amigos de um tempo onde o coração é puro e inocente e ama e rejeita sem cinismos nem hipocrisias. Sem falsidades.
Pude rever meu antigo eu em toda sua inocência, na pura irradiância de Deus.
Que bom seria poder de novo dormir sem pensar no amanhã.
Sem cuidados, sem juízo.
Que bom seria poder rever todos com o mesmo coração de antes.
Alegria era pouca coisa. Ganhar um presente, ver as luzes e comer a ceia. Brincar.
O dia seguinte de pijama, pés descalços, frutas secas, sobras da ceia, panetone com sorvete.
Saudade é palavra pequena para expressar a vontade de viver assim de novo.
No entanto, percebi uma coisa. Até a maturidade vivemos muito mais no presente e o futuro é só mais um presente que temos que esperar a data certa para abrir.
Mais velhos, não existe presente que traga a mesma alegria, não há ceia especial o bastante.
Mas uma coisa reaviva a brasa adormecida no meu coração: as luzes.
Piscando ou não, tenho a ilusão vaporosa de ter de novo no máximo doze anos.
Este foi um Feliz Natal!